Suspensão VPP Santa Cruz: o que a faz tão especial?

VPP Santa Cruz

Como funciona o famoso sistema de suspensão desenvolvido pela Santa Cruz Bicycles

Um conjunto de suspensão eficiente, além de salvar muita energia, faz muita diferença no controle da bike dentro dos estágios.

É o que declarou em 2014 o piloto Nataniel Giacomozzi sobre a suspensão VPP Santa Cruz, logo após vencer a Shimano Brasil Enduro Series pedalando uma Santa Cruz Bronson C.

A Santa Cruz Bronson C 2014 do catarinense Nataniel Giacomozzi (Imagem: Bikemagazine)
A Santa Cruz Bronson C 2014 do catarinense Nataniel Giacomozzi (Imagem: Bikemagazine)

“O sistema de suspensão VPP Santa Cruz me permite subir até a largada apenas com o shock em trail mode e até fazer trechos planos ou pequenas subidas dentro dos estágios com o shock aberto”, completou o ciclista na época.

A suspensão VPP oferece um meio de absorver os fortes choques enquanto os pilotos fazem acrobacias ou se movem rapidamente montanha abaixo, sem esgotar a energia dos ciclistas por pedalar subindo colinas ou passando por buracos.

Absorção do impacto

Foi em 2001 que Rob Roskoop, um dos fundadores da Santa Cruz Bicycles, apareceu com um novo projeto de suspensão, o Virtual Pivot Point, ou simplesmente VPP. O sistema havia sido originalmente desenvolvido pela Outland, pequena fabricante de bicicletas que vendeu a patente para Roskoop.

Com o VPP era possível fazer com que a roda traseira subisse ou descesse por cerca de 25cm. Imagine que o ciclista faça um salto ou atinja algum obstáculo. Nessa situação a roda traseira pode subir 20 e tantos centímetros sem atingir o quadro ou selim.

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É essa a tecnologia responsável por absorver o impacto sem dar ao ciclista a sensação de estar sentado sobre uma mola. Ou de quicar o tempo todo com a bicicleta.                                           

Diferencial do VPP Santa Cruz

O que realmente diferencia o sistema desenvolvido pela Santa Cruz é o profundo conhecimento dos engenheiros da equipe sobre todas as configurações e posicionamentos possíveis do VPP para criar um equilíbrio perfeito.

O primeiro quadro da SCB com suspensão VPP levou sete meses de trabalho entre desenho e fabricação. Esse primeiro protótipo falhou logo no primeiro teste quando o elo superior da junta saltou após um rápido salto.

A experiência com o quadro defeituoso fez com que a empresa  reformulasse seus processos de desenho e engenharia. E a partir da utilização de um novo software, os engenheiros da Santa Cruz conseguiram aperfeiçoar suas capacidades de análise e modelagem.

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Tecnologias de ponta

Com a utilização de um novo software, a Santa Cruz Bicycles conseguiu chegar a poderosas simulações. A partir daí foi possível observar o quanto a suspensão VPP permite que a roda traseira se mova. Também foi possível determinar se o pneu se conecta ao quadro ou selim. E ainda se a corrente tem flexibilidade suficiente para possibilitar o movimento.

A tecnologia também ajuda a medir os efeitos da suspensão VPP sobre a absorção de impactos. Como o software rastreia todas as variáveis relacionadas, os projetistas e engenheiros podem ver o impacto quando o quadro trabalha fora das especificações do projeto. Quando isso acontece, eles podem rapidamente fazer os ajustes no projeto.

Com o software anterior a Santa Cruz precisava de até sete horas por simulação. Com o novo, menos de cinco minutos. Isso significa que os engenheiros podem fazer centenas de mudanças e executar dezenas de simulações a cada dia, até chegar ao sistema de suspensão perfeito.

* Com informações dos sites Bikemagazine e Santa Cruz Bicycles e do livro Introdução a Sistemas de Informação.

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