5 roteiros para percorrer a América Latina de bike

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A ideia de fazer uma cicloviagem fora do país está entre os seus planos para 2018? Se a resposta for sim, a hora de começar a se programar é agora!

Para ajudar você no início do seu planejamento, compartilhamos aqui as dicas de Israel Coifman que, depois de um ano viajando de bicicleta, percorreu mais de 10 mil quilômetros, por oito países na América do Sul.

No vídeo publicado pelo canal da SPOT Brasil, Coifman fala sobre 5 roteiros, com diferentes graus de dificuldade, para quem sonha em percorrer a América Latina de bike. Depois de conferir as dicas é só escolher o que mais combina com você e começar a planejar essa aventura!

 

AMÉRICA LATINA DE BIKE

1) Uruguai

Para quem quer experimentar o gostinho de pedalar pela primeira vez fora do Brasil, sem muita dificuldade, o Uruguai é o melhor lugar para se aventurar pela América Latina de bike. Em 10 dias é possível atravessar o país todo pela costa. São menos de 600 km desde a fronteira com o Brasil, no Chuí, até a outra ponta, em Colônia de Sacramento. E de quebra ainda tem várias praias para curtir pelo caminho.

américa latina de bike uruguai

O percurso é basicamente plano e qualquer cicloviajante de primeira viagem consegue encarar. A dica de Israel Coifman é reservar uns 15 dias de viagem para curtir sem pressa lugares lindos como Punta del Diablo, Cabo Polonio e a capital Montevidéu.

Aliás, se o Uruguai for a sua opção, vale conferir aqui no blog o post Uruguai de bike: uma cicloviagem do Chuí a Montevidéu.

2) Cordilheira dos Andes

Um dos roteiros favoritos de Coifman é o que compreende a travessia da Cordilheira dos Andes, saindo de Mendoza na Argentina e cruzando para o Chile. O percurso é recomendado para quem tem um pouco mais de experiência com montanha, uma vez que na fronteira, em Paso de Los Libertadores, chega-se a 3.500 metros de altitude.

américa latina de bike cordilheira dos andes

O percurso é de menos de 400 km e pode ser feito tranquilamente em 10 dias. O legal é reservar alguns dias a mais para visitar as vinícolas de Mendoza e o Parque Nacional do Aconcágua. Sem falar em curtir a incrível sensação de cruzar a mais extensa, e uma das mais altas, cordilheiras do mundo.

3) Salar de Uyuni

Essa viagem pode começar no Chile, saindo de Calama até o Ollague, uma das fronteiras com a Bolívia. O asfalto termina na divisa entre os dois países, então é bom ter pneus de montanha. É fundamental ter um GPS ou um aplicativo de localização, pois é muito fácil de se perder por lá. Acampar debaixo das estrelas no mais alto e maior deserto de sal do mundo é inesquecível.

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A viagem de Calama até o Uyuni leva uns nove dias em mais ou menos uns 500 km de percurso. Se tiver tempo, dá para voltar para o Chile via San Pedro e aproveitar as belezas do deserto do Atacama.

4) Machu Picchu

A viagem Cusco – Machu Picchu de bicicleta é épica e completamente alternativa. O trecho de menos de 300 km te leva pelo Vale Sagrado, passando por vilarejos e ruínas incas, em uma imersão de cultura local. As estradas são impressionantes, depois do Vale Sagrado tem 40 km em zigue-zague subindo até 4.300 metros de altitude.

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Depois vem 80 km de descida, cortando um pedaço da Floresta Amazônica peruana. Dá para ir pedalando até um vilarejo que se chama Hidrelétrica, onde dá para deixar a bicicleta em segurança. Depois vem o trekking de duas horas e meia até Águas Calientes para, enfim, subir até Machu Picchu.

5) Cordilheira Blanca

Esse roteiro é para quem está preparado para uma aventura nível hard. São mais de 700 km, saindo no nível do mar em Lima, no Peru, indo para quatro vezes acima, chegando aos mais de quatro mil metros de altura. A viagem tem todo tipo de dificuldade. Além da altitude tem frio, calor, sol, chuva, descida e subida em caracol, estrada de terra esburacada e precipícios.

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O percurso atravessa o Parque Nacional de Huascarán, passando por vilarejos bem rústicos, mas o que impressiona mesmo é a natureza. Vulcões, glaciares, picos nevados e lagoas impressionantes fazem valer a pena todo o sacrifício das duras subidas e das difíceis subidas.

Segundo Coifman, sair do zero e chega a quase 5 mil metros de altura é uma marca respeitável, mas o que vai ficar gravado mesmo é a emoção de se sentir tão conectado com a natureza, em um lugar onde ela é soberana.

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